segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pensava que tinha morrido.


Ser mãe não é pacífico. Calma que já esgotei os meus cartuchos para este mês de lamechices do que é ser mãe, não vem daí mais um texto assim. Vem daí um texto em que vos tento explicar o prazer que é voltar a não ser mãe. Óbvio que a Irene e eu estamos ligadas para sempre como imagino que os gémeos estejam entre si. Uma ligação inquestionável, por muitos kms que os separem ou escolhas. Porém, pensei que tinha morrido. 

Pensei que a minha vida nunca mais voltasse atrás (e não volta). Pensei que a Joana "de antes" era a "de antes", mas afinal não. 

Fui descobrindo-a aos poucos. A Joana que engoliu a de antes e que foi sufocada pela Joana do "durante". 

Essa Joana estava só cheia de medo, com um bebé nos braços e sem saber encaixar a sua loucura saudável, a sua vontade de dizer palermices agora que era mãe. Uma mãe pode ser parva? Uma mãe pode ter piercings nas orelhas? Uma mãe pode querer não ser mãe às vezes? 

Pode. Porque eu posso e, se eu sou mãe e posso, é porque "uma mãe pode". 

Agora, com a separação, tenho uma noite "para mim" por semana (para já, vamos por partes). E a noite da semana que passou foi para ir ao aniversário da Joana Paixão Brás (já vos está a cozinhar um post para logo à noite sobre isso). Estou grata por estas horas. Por não ter que estar com "um olho no burro e outro no cigano" e por poder ser eu, como se ter uma filha fosse uma espécie de segredo. 

Disse disparates, brinquei, comentei, deprimi, falei a sério, falei mais ou menos a sério e quando dei por mim estava num jantar de amigos fabuloso algures na linha com um jantar divinal e a ser a Joana. A Joana que pode não estar atenta a nada porque a miúda está bem entregue. 

E quando supliquei à Joana para que me enviasse as fotografias estava à espera de ver esta. Esta em que olho para mim e em que vejo a Joana pequenina que cresceu, mudou milhares de vezes de escolas, de casas, de amigos, de ideias, de sentimentos, foi casada, é mãe... e... está linda. 

Pensava que tinha morrido. 

Afinal não.


Coisinhas giras: 

Vestido - Mahrla

Brincos e colar - Our Sins 

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Descobri o melhor espaço para festas especiais!

Sei bem que não é fácil encontrarmos espaços à altura de uma festa especial: um baptizado, um casamento pequeno, uma festa de anos diferente, um evento empresarial. Encontrei um que reúne tudo: vista, piscina, catering, simpatia... É na Parede, perto de Lisboa, e chama-se Casa dos Cedros. Foi lá que festejei os meus 31 anos na companhia de amigos. 
Saímos de lá com a certeza de que lá havemos de voltar: dois amigos já lá vão fazer as festas de anos (imitadores).

Apesar de não termos desfrutado da piscina (só um corajoso lá foi), estava-se mesmo bem, nos puffs a ouvir uma música chill out. Lá dentro, as mesas com queijos, enchidos, fritos, fruta para irmos petiscando antes do jantar (e uma sangria óptima, sumo de morango, água aromatizada). Lá fora, as mesas postas para o jantar: entradas (provei o gaspacho, bem bom), bacalhau com natas (delicioso!) e arroz de pato (disse que já não conseguia comer mais, mais foi até ao último bago de arroz). Depois, as sobremesas bem boas, com aquele conforto de estarmos a ser servidos com toda a simpatia e concentrados apenas no que é importante: os amigos. 
Estava tudo melhor do que imaginei (mentira, imaginei-me na piscina até às 23h mas o tempo lixou-me), o espaço é mesmo bonito e a festa foi tranquila, deu para conversar à vontade (não havia crianças eheh) e senti-me muito feliz. 

Vejam lá, não vos parece bem?


























Espaço e catering - Casa dos Cedros Eventos

 Ganda 31!

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domingo, 25 de junho de 2017

Coisas que aprendi com isto da maternidade e que não li em lado algum.

Sou das que lê. Sou mesmo. E continuarei a ser. Se gosto de o fazer, se sempre gostei para todos os meus outros interesses, também teria de gostar de o fazer no que toca a isto de ser mãe. Gosto. Penso. Experimento. Observo. Refaço. Tudo em prole de alcançar o equilíbrio, a calma, a felicidade, o melhor dentro do possível. 

Ser mãe é aprender pela tentativa e erro. Venham de onde vierem as inspirações para as tentativas. 

Aprendi algumas coisas que não li em lado algum (ordem aleatória enquanto janto uma salada mal amanhada que a Irene só adormeceu agora e estive lá uma hora com ela - sempre aos miminhos, não me enervou muito): 

- Ser mãe traz todas as nossas inseguranças à superfície. 

- Ser mãe faz-nos rever os comportamentos das nossas mães/pais connosco.

- Ser mãe é para sempre, não dá para desligar. 

- Ser mãe é achar sempre que podemos estar a falhar nalguma coisa. 

- Ser mãe é um privilégio do caraças. Há mulheres que não conseguem ser e querem tanto. Querem com tudo o que têm. 

- Ser mãe é mudar a ordem das coisas e por fases. 

- Tudo é uma fase. 

- Não adianta dizer de boca cheia que nunca iremos fazer qualquer coisa porque podemos vir a fazer. 

- Ser mãe é relativizar os nossos problemas para conseguirmos ver os deles. 

- Ser mãe é passar por uma morte da nossa eu antes de ter um bebé e de assistir ao seu renascimento. 

- Ser mãe é ter um pau de giz na mão e delimitar onde começa o nosso espaço, o dos nossos filhos e onde é que ele acaba e começa o dos outros. 

- Ser mãe é não descansar - fisica e emocionalmente. 

- Ser mãe é desesperar, chorar, gritar, espernear, mas ganhar força com o coração. 

- Ser mãe é despachar um ovo para o jantar, mas também é planear a comida para a semana inteira. 

- Ser mãe é amar com toda a intensidade que isso carrega. Para o bem, para o mal. 

Para sempre. 




Coisinhas giras: 

Fotografias - Joana Hall


Brincos - Our Sins 



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sábado, 24 de junho de 2017

Sinto que a minha carreira mediática já me passou ao lado


Confesso que fiquei histérica com o convite. E não estou a exagerar. A verdade é que sinto que a minha carreira mediática já me passou ao lado. Sinto que tive um timing ali em que podia ter apostado, mas que tomei outras decisões com o que sabia e sentia naquele momento.  Agora, claro que posso fantasiar com elas, mas só por não saber se levariam ao mesmo resultado. 

Houve uma altura em que fazia rádio (na rádio mais ouvida do país e no programa mais ouvido) e televisão e stand-up e comédia de improviso. Sentia-me realizada, mas cansada, mas sentia-me realizada, mas cansada. Deixei de o fazer, apostei noutras coisas, mas agora sinto falta. 

De verdade, só uma dessas é que não depende de mim, que é a televisão. Este convite fez-me sentir que não é por ter deixado de ser boa que não faço televisão, mas talvez porque já não seja adequada ao formato ou por haver gente mais adequada e isso não é errado. "É a vida a acontecer!" - por muito imbecil que possa parecer esta frase. 

Tenho saudades de andar de um lado para o outro, de espectáculo em espectáculo, de 5 euros em 5 euros, de grupo de amigos para pessoas da televisão, de fazer festivais em dois meios diferentes. Convenci-me que me tinha cansado e que não me mereciam por me darem tão pouco, mas eu recebia mais do que isso. Recebia utilidade, como aqueles cães com o barril ao pescoço (S. Bernardo?). 

Ontem matei as saudades - um bocadinho - e fiquei muito satisfeita por ver que a Mariana (Bumba na Fofinha) faz aquilo que faz na perfeição. Não sou provedora de nada, mas olhei para ela a trabalhar e pensei: isto está bem entregue. Como se pudesse descansar em relação a mim própria, mas sem saber bem porquê. 

Gostei muito de ir. Gostei muito do que fui falando. Gostei muito da dupla que lá estava. Adorei conhecer o Guilherme do Por Falar Noutra Coisa e adorei o Dário e a sua autenticidade.  Porém, tinha saudades de ser maquilhada e penteada e de conversar com a equipa e de abraçar os cameras - sinto-os quase como família, que "esquisito".. 

Gosto de fazer televisão, sinto até que preciso e não há que ter vergonha disso. Certo? Há quem precise de fazer Kitesurf, eu gosto de comunicar. Gosto de "aparecer", mas não sinto que seja para ser famosa. Sinto que é por causa da adrenalina e por gostar de fazer rir. 

Agora tenho o stories do instagram, ninguém me maquilha e os dados do telemóvel não esticam (estou para ver a conta deste mês), mas que tenho saudades, tenho! Também vos tenho aqui, mas este lado do meu coração não tem tanta graça, tem mais amor :)

Ontem fui ao CC All Stars Black Friday e foi às 16h50, quem quiser ver, esteja à vontade! 

Mariana e Guilherme, não ficaram no vosso melhor, mas o blog é meu, tinha de ser esta. :) 



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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ser mãe de meninas é...

- é ter a delicadeza e a meiguice de mãos dadas à rabugice e ao espírito indomável

- é pôr no cabelo um gancho (ou dois ou quantos quiserem), nas unhas verniz e (tentar) meter no coração bondade e na cabeça espírito crítico

- é conviver com purpurinas e castelos e microfones mas não deixar que apenas isso seja opção

- é prepará-las para saberem viver bem com os seus corpos e (tentar) que não tenham problemas de auto-estima

- é dar-lhes armas para serem independentes, fortes, destemidas e acreditarem que podem ser até astronautas se quiserem

- é querer protegê-las de tudo mas desejar que se saibam proteger e lutar pelos seus direitos

- é dizer-lhes o quão esforçadas e inteligentes são em vez de lhes dizer que são princesas, bonitas e bem comportadas

- é ensiná-las a desejar o melhor às outras mulheres, a apoiá-las, a estar lá para elas, em vez de serem as primeiras a criticá-las e a deitá-las abaixo

- é desejar que o mundo seja delas e que serão livres para ser mães, se quiserem, casar, se quiserem, trabalhar no que quiserem, namorar com quem quiserem, sem pressões da sociedade (e muito menos minhas) desde que o façam com muito amor

- é maquilhar-me à frente delas, emprestar-lhes a maquilhagem, deixá-las andar nos meus saltos altos, mas mostrar-lhes que me sinto bem de cara lavada e com jeans rotos e chinelos e que, se nos sentirmos confiantes na nossa pele, o resto não é importante

- é mostrar-lhes que é possível sermos sensíveis e sermos corajosas, que podemos chorar mas que dentro de nós haverá força para limpar as lágrimas e ir à luta


SER MÃE era o meu SONHO. 
Aconteceu ser mãe de meninas. 
Adoro (adoraria ser de meninos também, tenho a certeza). 
Adoro ser Mãe, ponto. 

E, pensando bem, se fosse mãe de menino talvez lhe desejasse exactamente o mesmo, talvez agisse de forma semelhante. Talvez não lhe comprasse tutus cor-de-rosa por minha espontânea vontade, mas caso ele o desejasse compraria, sem hesitar. De resto, educá-lo-ia com os mesmos valores, com o mesmo cuidado, com o mesmo rigor. Educá-lo-ia a defender as mulheres, a amá-las e a respeitá-las.



















Sapatos Hierbabuena
 Tutus e camisolas personalizadas Kutchies
Fotografia
Tila do Amaral
Horto do Campo Grande

 
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Está a custar-me fazer a mala para a Isabel ir de férias com os avós. (Estarei a virar mãe-galinha?)

Estou a fazer a mala para a Isabel ir, pela primeira vez, de férias com os avós. E está a custar-me. Pensei que não, pensei que já tinha este assunto mais que resolvido. Ponderei bastante antes de tomar a decisão (eu e o pai), porque muitas eram as dúvidas: como serão as noites?, será que vai chamar por nós?, vai sentir a nossa falta?, achará estranho a irmã não ir?, e eu aguento as saudades?, etc, etc.

Depois de decidir que iria, caso quisesse, o assunto acalmou dentro de mim. Vai divertir-se, vai ser óptimo para estar com os avós e com as primas, vai ter praia e piscina e passeios e brincadeira durante uma semana, o que mais uma criança pode desejar?

A primeira vez que lhe falei nisto, perguntou-me logo se eu também iria e a mana. Disse-lhe que não, então respondeu que também não ia. Da segunda vez, disse-lhe que se precisasse de mim ou se tivesse muitas saudades, eu ia lá ter. Disse-me que não ia. Na semana passada já me enumerou as pessoas que iam (os tios do David também vão com os netos - serão 6 adultos para 5 crianças) e pareceu-me querer ir. Fiquei contente. Esta semana já avisou na escola que vai de férias e está tudo encaminhado. Comprei-lhe um balde engraçado com gelados e lá me disse que é para brincar com as primas. E ficou toda contente de saber que vai ter umas braçadeiras da Patrulha Pata e um boné da Patrulha Pata, tal como a prima Alice (a que tem 1 dia de diferença). Acho que vai correr bem e que nem vai ter muito tempo para sentir saudades.
O problema foi quando comecei a fazer a mala. Afinal ela vai mesmo ficar uma semana longe de mim, ou melhor, eu vou mesmo ficar uma semana longe dela. E é inevitável ficar com uma angustiazinha, depois de toda a tragédia que temos vindo a acompanhar no nosso país. Tenho beijado mais as minhas filhas, sentido o cheirinho no pescoço, mesmo que transpirado, tenho adormecido a pensar na nossa pequenez e no pouco tempo que podemos ter para cá andar..

Vai custar, está a custar, mas quero dar-lhe asas e quero que sinta o amor que eu senti e sinto pelos meus avós. Ela vai. O meu coração vai com ela. E vai correr tudo bem. 

Roupa - Kutchies
Fotografia - Tila do Amaral
Horto do Campo Grande

(amanhã mostro mais fotos desta sessão a convite da Hierbabuena)

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Deixo que a Irene escolha a sua roupa. E então?


E quando eles embirram que querem vestir sempre a mesma roupa? Recuso-me terminantemente a por a roupa para lavar com pressa para ela vestir mais vezes, mas às vezes até apetece. Se vissem o quanto a miúda ficou contente quando, do nada, conheceu os Minions na C&A do Colombo:






Estava louca, possuída! Até ficava sem força nas perninhas de os ver de um lado para o outro. Tão, mas tão querida! Isto porque a C&A tem uma nova colecção de roupa dos Minions e a Irene, apesar de nunca ter visto nenhum filme, até cuecas dos Minions queria (e tem). 

Apesar de muita gente não compreender, dentro de alguns limites, deixo que seja a Irene a escolher a sua roupa. Não me importo com a opinião que os outros pais venham a ter de mim ou dela ou seja o que for. Quero que ela esteja prática e feliz. A roupa, a meu ver, é mais uma forma de passarmos quem nós somos, de nos exprimirmos. No meu caso, muda de dia para dia e não gostaria que alguém escolhesse o que visto. 

Dou-lhe algumas opções (senão sente que "não tem nada para vestir") e nunca passa frio ou demasiado calor. A partir daí, tudo me parece possível. 

Foi assim que ela decidiu ir à praia no outro dia, por exemplo, e nada é mais bonito que ver uma criança alegre e também vaidosa, já agora:



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quarta-feira, 21 de junho de 2017

É a saúde dos nossos heróis que está em jogo!

Não se brinca com o sol. Pode-se brincar ao sol, mas com cuidado, sempre com cuidado.

Escolhi Ambre Solaire, que tem uma gama para crianças testada sob controlo pediátrico, não só porque me agrada escolher produtos que tenham história e credibilidade: Ambre Solaire está há mais de 30 anos em Portugal e apoia a Liga Portuguesa Contra o Cancro, já há 17 anos, com a missão de sensibilizar os portugueses para hábitos mais saudáveis de exposição solar.

Já viram o vídeo amoroso dos Heróis por um Sol Saudável? Aquele que partilhámos há uns dias no nosso Facebook? 



Convidamo-vos agora a participarem no passatempo aqui: https://goo.gl/P1W7Hp, onde podem ganhar cabazes de produto para toda a família. E, já agora, a verem o quão divertido foi ver as nossas filhas a tentarem pôr protector uma à outra. 










Só assim ficamos descansadas, com a gama infantil testada sob controlo pediátrico... (e cheiram tão bem, tão a praia, trazem-me tantas memórias boas...). 

♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡ 

Coisinhas giras: 



Fotografias - 
The Love Project 

Piscina - Aquashow - Quarteira
✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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