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domingo, 3 de dezembro de 2017

Primeira noite na casa nova!

Ontem mudámo-nos. Foi óptimo usar o nosso poder de síntese e escolher o que nos faria mais falta, livrarmo-nos de coisas que não nos diziam muito nem iriam ter grande utilidade, e empacotar só o que faria sentido na nossa nova casa. Está minimalista. Menos o quarto delas. Não quis que sentissem - principalmente a Isabel, que já percebe melhor - que estariam a perder e a abdicar de algo que lhes fosse especial com as mudanças. O quarto veio com o recheio praticamente todo: decoração, roupas, livros, brinquedos, jogos {já tinha feito uma selecção há uns meses, faço-o regularmente, para que vão tendo jogos e livros diferentes a rodar}.

Fizemos as mudanças no sábado e ficámos logo cá a dormir. Com cortinados postos e tudo! (só falta na sala)  Tivemos uma equipa a fantástica de amigos e família a ajudar, somos uns sortudos realmente! As miúdas estavam mais excitadas que o normal, felizes e eléctricas, e demoraram mais a adormecer. Correu tudo muito bem. Hoje acordámos e fomos tomar o pequeno almoço fora e fazer o reconhecimento da zona, parque incluído. Voltámos a Santarém para ir buscar mais umas coisinhas, com a certeza de que iremos lá muitoooos fins-de-semana certamente.

Estamos todos felizes. Cansados, mas felizes. Iremos estar os quatro juntos, todos os dias, sem excepção, e isso só pode ser bom. HOME IS WHERE OUR HEART IS. Esta agora é a nossa casa, cheia de amor e esperança. 

Amanhã as miúdas vão fazer o reconhecimento da nova escola, onde tenho a certeza de que vão ser muitoooo felizes. O projecto educativo é fantástico (movimento escola moderna), estamos encantados e tivemos o melhor dos feelings quando a visitámos, como se as peças do puzzle se encaixassem todas. Vai ser tudo feito com calma para a adaptação ser a melhor possível! 

Obrigada a todas as que vêm por bem, pela força que me têm transmitido nesta nova fase (tudo o que seja comentários com palavras como "egoísmo" ou "crueldade" não acrescentam nada de bom, escusam de se dar ao trabalho!). Estamos mesmo muito confortáveis e confiantes de que foi a melhor opção - aliás, nem havia outra que fizesse mais sentido neste momento das nossas vidas.

Vida nova! (sabe tão bem!) 



{tenho andado mais ausente do blogue e do instagram mas é temporário, Ok? Hei-de voltar com a força toda, assim que tudo assentar! Beijinhos!}

Coisinhas de que possam ter gostado:

Colcha dupla face - Snug Me
Cama casinha - Pineapple Party 



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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Como está a correr a vida em Santarém?

Ninguém perguntou, mas já soube que algumas pessoas se mudaram para o campo depois da minha mudança. Não me posso sentir a responsabilidade desse passo, como é óbvio, mas fico feliz se correr tão bem como tem corrido connosco.

Não vão ouvir aqui só passarinhos. Nem sempre é bom (como em tudo na vida). Tenho melgas em casa e toda a espécie de bicharocos (até um morcego...), uma casa destas requer maiores cuidados e limpezas, não tenho amigos por perto, etc, etc, etc. Mas o que é bom, não é bom, é óptimo.

A vida é mais calma, não perdemos tempo no trânsito, há imensos parques espalhados pela cidade e vamos variando, se não formos passear depois da escola, há sempre flores para regar em casa e festas para fazer aos cães, as caras são-nos mais familiares... é bom, muito bom.

As miúdas são felizes aqui. Sê-lo-iam provavelmente numa grande cidade porque o mais importante não é onde estamos, mas com quem estamos. Mas há algo em mim que me diz que esta ligação à terra, irem apanhar amoras, ir à horta da vizinha apanhar feijão verde, andarem descalças na rua lhes dará memórias para a vida. 

Agora que a Luísa foi para a escola, tenho tido mais tempo para a casa e para mim, assim como para o blogue e outros trabalhos (escrevo e faço locuções), e, apesar de ter de ir algumas vezes a Lisboa e voltar, faz-se bem. Tenho 6 horas sem elas para gerir (e acreditem, passa a correr), mas, apesar desta fase de adaptação ter sido difícil até para mim, já percebi que vamos ser muito felizes este ano. 
Estou confiante. 

Por isso, a resposta à vossa pergunta imaginária: a vida em Santarém está a correr bem. 










 


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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Primeiro dia de creche e as dores de uma mãe

Hoje foi o primeiro dia de escola da Luísa e o primeiro dia na escola nova para a Isabel.

Ontem à noite estava bem. Consegui não sofrer por antecipação. Hoje de manhã a angústia começou a vir, devagarinho, mas fui engolindo em seco. A Isabel estava entusiasmada com a ida para a escola nova, foi o que nos pareceu. Acordámos, eu e o David, um bocadinho mais cedo, tomámos o pequeno-almoço, banho, preparar o pequeno-almoço da Isabel e elas foram acordando. Fizemos tudo com calma, sem pressas. Tínhamos de lá estar até às 9h30 e assim foi. Assim que lá chegámos a Isabel não quis entrar na escola. E assim começou o que viriam a ser longos 15 minutos de angústia. Quis deixar primeiro a Isabel, mas assim que viu a sala e a educadora, começou a chorar. Ok, vamos levar primeiro a Luísa, pelo caminho fomos falando, de forma calma, sobre tudo o que ia acontecer e fomos mostrar-lhe o espaço exterior, os escorregas e tudo o que a pudesse fazer sorrir. Ao irmos deixar a Luísa, uma miúda não quis deixar a Isabel brincar com qualquer coisa e esta ficou pior que estragada. Deixámos a Luísa, sem grandes problemas. Ao descer as escadas, a Isabel disse-me que estava a ouvir a Luísa a chorar e o pai confirmou-me com o olhar. Não tive a certeza. Preferi ignorar com a cabeça, para ver se o coração desacelerava. Lá deixámos a Isabelinha, entrei na sala, tentei brincar um bocadinho com ela, mas nada lhe estava a conseguir tirar a tristeza. Só queria estar agarrada a mim. Disse-lhe com doçura mas com firmeza: "a mãe vem buscar-te a seguir ao lanche, amor. Até logo. Diverte-te e brinca muito". Saí. Saímos.

Custa, caraças. Custa muito. Vai custar menos, mas enquanto custar, custa. Aquele choro fica a ecoar dentro da nossa cabeça e sentimos as reverberações no nosso peito. Ficamos a pensar se terá ficado muito tempo a chorar ou se terá passado. E a Luísa? Terá comido? Como foi para adormecer, sem a maminha? Terá chorado muito?

Espero que deixe de custar já hoje, já amanhã, na próxima semana, mas o mais provável é que se prolongue mais umas semanas... Vai deixar de custar quando vir nelas sorrisos rasgados, quando quiserem ficar lá mais tempo, quando perceber que estão bem, que estão a ser bem cuidadas, mimadas e a fazer amigos. 

Tinha mesmo de ser? Perguntei-me - perguntei-nos - várias vezes. Sim, tinha. É preciso equilibrar o orçamento familiar, concentrar-me e trabalhar mais. Precisava de ter uma hora só para mim (voltei ao ginásio, ao Scape) [ok, é um luxo, é um extra, é um bónus, percebo que muitas preferissem ter mais tempo para os filhos, mas para a minha saúde mental - e física - estava a fazer-me muita falta]. Uma hora para compras, limpezas, arrumações. Deixar o jantar já pronto. E mais três horas em que consigo trabalhar de forma fluída e sem interrupções. Depois, é ir buscá-las às 15h30, já com tudo pronto e disponível, de colo e de alma, toda delas. Por inteiro. 

A seguir à escola, vamos ao parque, pelo menos nos dias sem chuva, e depois voltamos a casa para continuarmos a brincar, a dançar, a fazer cócegas. Banhos, jantar, história e cama. Vai ser esta a nossa rotina a partir de agora. 

Já não estava a conseguir dar o melhor de mim em nada. Nem conseguia escrever em condições, nem pensar em novos projectos, nem conseguia dar-lhes a atenção de que elas tanto precisam, nem dava conta da casa. Agora, com muita organização, vou conseguir ser tudo o que quero ser.

Tenho receios? Tenho. Tenho receio de que a Luísa deixe de ser aquela bebé sorridente e sempre bem-disposta, muito dada a toda a gente, e que fique riscada (como disse a Joana neste post). Pela Isabel, não tantos, porque já me provou que se adapta muito bem às mudanças.

Relatório: A Luísa ficou a chorar praticamente toda a manhã (mesmo ao colo), não almoçou grande coisa, dormiu quase duas horas e não chorou mais, lanchou bem. Quando lá cheguei, choramingou, mas coisa pouca. Despediu-se com beijinhos, foi a cantar no carro, correu e riu à gargalhada no parque. A Isabel parou de chorar assim que saímos e esteve sempre, sempre bem. Brincou, falou, comeu bem, dormiu a sesta e estava felicíssima quando a fui buscar, cheia de coisas para me contar.

Conclusão: não foi tão mau como pintei. Vamos ver amanhã.

Foram um ano e três meses maravilhosos. Não trocava por nada deste mundo. Faria tudo de novo. Obrigada ao David, porque sem ser um projecto de família não teria sido possível. Obrigada, Luísa, por me teres feito renascer. Obrigada, Isabel, por me ensinares tanto. Obrigada, Vida, Sorte, Deus, o que for, pela oportunidade. Foi duro, foi desgastante, mas foi muitíssimo compensador e este ano já ninguém nos tira. Agora, novos desafios. Para todos. 


Como foi o vosso primeiro dia?




Mochilas - Pêra Doce

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Como/quando se diz a um filho que vai mudar de escola?

Hoje não sou eu a dar dicas, mas sim a procurar sugestões. Como/quando se diz a um filho que vai mudar de escola?

A Luísa - 13 meses - vai para a creche em Setembro (farei um post mais pormenorizado sobre isso e como me sinto em relação a isso, em breve) e, como a Isabel - 3 anos - também teve vaga nessa escola, fiquei com aquela sensação agridoce: é bom para nós que vão as duas para a mesma escola, por variadas razões (levar e buscar, integração da Luísa, valor, etc, etc), mas tenho medo que lhe custe muito. Se me custa a mim afastá-la dos amigos e das educadoras de que tanto gosta...
É certo que a Isabel se adaptou lindamente à mudança de Lisboa para Santarém (e se adapta bem à mudança em geral), mas era mais pequenina. Agora vou ter de lhe explicar tudo bem explicado e espero alguma frustração e tristeza da parte dela. 

As minhas dúvidas são: 

Com que antecedência se explica? 
(Começo a explicar depois de virmos de férias? Na semana antes? No dia antes?)
Como se explica? Com entusiasmo, com naturalidade?
Como faço a transição?


OBRIGADA A TODAS. 



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domingo, 11 de junho de 2017

Primeira noite com ela na casa do pai (e primeira noite sem ela).

Há uns bons meses, quando fantasiava com a primeira noite sem a Irene, estava longe de imaginar que seria por me ter separado e por ela ir dormir à casa do pai. Apesar de termos concordado que fico com a custódia dela, que ela vai fim-de-semana sim, fim-de-semana não para a casa do pai, todas as sextas e durante a semana sempre que o pai quiser (desde que a traga a hora de iniciar a rotina de sono), as coisas têm ido devagarinho.  

Assim que o pai teve o quarto dela pronto na "casa do Pai", fiquei entusiasmada por poder incentivar a dormida. Não quero que ela perca a ligação com o pai enquanto cuidador e fique só pai "de fim-de-semana". Tudo isso depende da relação que construirem os dois, mas dormir em casa do pai é fundamental, o pai cozinhar para ela, dar-lhe banho, verem os dois televisão, fazerem planos... 

Estava feliz por ambos e ainda estou. A Irene precisa de sentir o toque do pai, o cheiro do pai, ouvi-lo gargalhar, fazer as brincadeiras que só eles sabem, sentar-se no colo do pai, pentear o pai, pregar-lhe sustos, ver o amor profundo nos olhos do pai... Só se vêem essas coisas estando, sentido, com calma. 

Ontem foi a primeira noite na "casa do pai" e foi também a nossa primeira noite separadas. Estava confiante que iria ser simples, mas não foi. Quando a deixei lá, ele fez-me notar que dei umas 3 vezes o mesmo recado e acabou por me sair (surpresa) "isto não está a ser fácil para mim". Facilmente me desfiz em lágrimas enquanto "corria" para a saída (a Irene não viu nada) e disse: "é a primeira vez que durmo sem ela, não é fácil". 

Dei-me uns minutos de tristeza esquisita. Porque não era tristeza, era... Desconforto. Fui eu que incentivei a dormida, quero muito que ela durma mas... e quando chegasse a casa e visse o quarto dela vazio? 

"Ela está com a outra melhor pessoa para cuidar dela em todo o mundo".

Segui e fui correr. Corri 5 kms e passou-me (reportagem no meu stories no meu instagram). Fiquei feliz pelos dois, apesar de ter sido difícil adormecê-la. Ela percebe que quando está com o pai que é o tempo dos dois e que, quando está comigo também. Não chamou por mim. E por que haveria de o fazer? :)

Voltou hoje às 11 da manhã. Tranquila. Descansada. Sem saudades minhas. Feliz. Pronta para outra e eu também.  






Coisinhas giras: 

Fotografias - Joana Hall


Colar do coração e brincos - Our Sins 

Relógio - Timex 


Para ler: 


✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Existe uma crise aos 30? Nem acredito que fiz isto!

Por motivos que em breve vos contarei (eu, enquanto blogger, tenho vontade de partilhar quase tudo convosco, mas tenho sempre algum intervalo para conseguir digerir os acontecimentos) estou a passar por uma fase de mudança gigantesca e uma das minhas decisões foi largar o meu querido Smart (que adorava do fundo do meu coração por ser tão querido e útil) e voltar a ter um carro com mais de dois lugares. 

As escolhas não eram muitas, visto que as possibilidades são nenhumas aqui da querida, então, a única hipótese seria trocar por um carro de valor tão semelhante que não envolvesse dinheiro. Depois de umas horas num site para carros (o único que conheço), apaixonei-me por um carro azul-cueca. E sabem que mais? Estou louca por ele. 


Não, a Renault não pagou por este post (mas devia, ahah). Eu é que não queria por uma fotografia do meu com a matrícula, não sei porquê - "Ai, a filha expõe feita parva, mas a matrícula não?". A verdade é que há muitos anos (15) namorei com um rapaz que tinha um Twingo (acho que foi quando eles apareceram) e gostei tanto do interior do carro e das cores que dizia desde aí que, quando crescesse, queria ter um Twingo verde alface. Está lá perto, digo eu.

Perguntei à Irene se queria dar um nome ao carro e ela disse "Isabel" - o nome da filha mais velha da Joana Paixão Brás - como aliás agora tudo se chama.

Ontem já foi um alívio termos ido às compras e caber tudo na mala juntamente com a minha do ginásio, etc, etc.

Nova fase, "novo carro". Um azul-cueca - só porque não havia verde alface.

Crise dos 30? Provavelmente, mas estou a gostar.

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Migas que não reparam que mudámos a cor de cabelo merecem o quê?

Aqui o estaminé andou ao rubro com as (não-)mudanças de visual da Joana Gama/ californianas não sei de onde (não eram da Califórnia segundo certa anónima). Eu cá acho que ela está giríssima. Sou a primeira a elogiar a moça, acho que lhe fica meeeeesmo bem aquele corte e aquela cor. Só acho que podia dar ali uns toques com o babyliss antes de sair de casa. Esperem, eu não disse isto. A gaja que quase nem seca o cabelo nem se maquilha quase nunca - eu - a dizer que a outra devia passar o babyliss, como se isso fosse prático em dias de trabalho (bitch, please...).

Mas a verdade é que ela não merecia estas minhas palavras de apreço. Sabem o que é pior do que o nosso mais-que-tudo não reparar que estamos kitadas? Uma gaja não reparar. Ou reparar mas não achar que foi nada digno de um "estás diferente". Buaaaaaaa amarrei a burra.


*fotografia Ties para a campanha da Zilian
Vamos aqui colocar duas imagens. Um antes e um depois.

Tentem ignorar a cara de parva. Se conseguirem.

Sim, eu sei que não cortei um palmo, nem fiz franja, nem fiz permanente, nem pintei de rosa. Mas não se nota nada? Como não se nota? Não estou a perguntar se gostam ou não (podem opinar, claro), mas não vêem nada? Não me falhem, não vos perdoo! Eu não queria uma mudança radical, quis pintar de castanho.

A Catarina do Cut By Kate (o meu cabeleireiro em Santarém que, além de muito bonito, tem imenso cuidado com os produtos que usa, super seguros para quem está grávida, amamenta e preocupa-se também com a sustentabilidade, o ambiente, etc) avisou-me que, tendo madeixas por baixo, ficaria mais claro nessa zona, mas assim mesmo, quis experimentar. Usámos um tom quente e eu gostei imenso (eu, que sou sempre super crítica e que acho que tudo me fica mal eheh). Gostei tanto que quero continuar morena mais uns tempos (eu, que sempre disse que gostava de me ver era loura, talvez por saudades da minha cor em miúda, que se alterou na adolescência).

Se estão a pensar que merecia um grande corte, guardem essas tesouras e navalhas que eu ando louquinha por ter o cabelo bem comprido (depois, quando me fartar, corto mais radicalmente, prometo) e acho que assim fica com potencial para apanhados, para uns caracóis, umas tranças. Gosto para o Verão, pronto. :)




*fotografias Ties para a campanha da Zilian

Mais fotografias do cabelucho, aqui.



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quarta-feira, 1 de março de 2017

Faz um ano que mudámos de vida.

Faz hoje um ano que mudámos de vida. Dia 1 de março foi o dia em que me dediquei só a mim, à minha gravidez, à Isabel. Largámos a nossa vida em Lisboa, a casa arrendada, eu deixei em "pause" o trabalho em televisão, a Isabel mudou de escola, e viemos viver para o campo, para Santarém. Sou pessoa de balanços, ligo a datas marcantes e a aniversários. 

Sem dúvida que este ano foi marcante. 
Eu que dizia que nunca conseguiria ficar em casa "só" a cuidar de um filho. 
Eu que achava que precisava de (mais) vida social. 
Eu que queria ter uma carreira. 

Afinal consigo. 
Afinal não preciso assim tanto. 
Afinal não necessariamente.

Afinal, com alguma ginástica, conseguimos muita coisa. Juntos, em família.
Acho que sou uma sortuda em estar em casa. Acho, acima de tudo, que as miúdas são umas sortudas e eu também, por contágio.
A Isabel que vai mais tarde para a escola e regressa mais cedo. Que tem cães, campo e ar puro e uma mãe mais presente.
A Luísa que me tem a 100% e que anda alapada a mim para todo o lado (até formações e reuniões - e porta-se tão bem).
Eu, que apesar de não ser boa a gerir uma casa e refeições - mas lá me vou desenrascando, coitadas-, tenho muito amor para dar e aprendi a dar valor a tudo o que de bom tenho na vida. O meu trabalho [sim, trabalho, apesar de às vezes até eu achar que é apenas lazer, por gostar tanto do que faço] neste momento é escrever, comunicar, falar sobre aquilo que mais me apaixona, a maternidade. Juntei o melhor dos dois mundos: ser mãe e falar sobre ser mãe. Por enquanto isso basta-nos. Não sei até quando, demo-nos um ano de Luísa para perceber que rumo tomar, e logo se vê. Não sei se continuaremos por aqui, não sei se conseguirei concretizar outros projectos, mas por aqui vamos vivendo, sem grandes pressas e sem pressões. Aproveitando cada dia. 

Obrigada, David, juntos somos muitáfortes.
Obrigada, mãe. Obrigada, pai.  <3
Um obrigada a todos vocês que nos seguem.













Coisinhas de que podem ter gostado:
Baloiço - Mada in Lisbon
Collants anti-derrapantes - Caramello

Leiam também - Vivo com a minha sogra!

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Arrependeu-se de ter ficado em casa com os filhos!

Não há verdades absolutas. 
E há coisas que nos fazem pensar. 

Hoje de manhã fiz um hino às mães que ficam em casa com os filhos, aqui. Tem sido essa a minha realidade com a mais nova, a tempo inteiro, e mais presente na vida da mais velha, que passa muito menos horas na escola do que passava. Até agora, pesando prós e contras, foi a melhor decisão que podia ter tomado. Continuando como estava, teria regressado ao trabalho logo aos 3 meses da Luísa, tal como foi com a Isabel, tinha horários imprevisíveis, com reportagens a qualquer hora - e às vezes à noite e longe de casa - e não tínhamos apoio familiar. Não queria isso para nós. E tinha, claro, condições, estrutura e ajudas para poder mudar de vida (vim viver para o campo e voltei a viver com a minha mãe, tal como já falei aqui e o David aqui). 

Até agora, nunca pensei no "então e se depois vocês se separam?"
Nem no "quando quiseres regressar à vida activa, vai ser difícil".
Muito menos no "ninguém te vai agradecer o esforço".
"Não sejas parva como eu fui". 

Hoje uma leitora que optou por ficar em casa com os filhos que dizia que, se fosse agora, faria diferente. Que tudo se cria. E que agora é demasiado velha para recomeçar. Fiquei a pensar nisto. Não fiquei assustada, longe disso, mas fez-me reflectir. 

Eu acho que nunca me vou arrepender de ter ficado em casa este tempo com a minha bebé. Está a ser, neste momento, aquilo que mais desejava. Apesar de ser difícil e de querer calçar uns ténis e fugir para muito longe quando a miúda não me faz nenhuma sesta de jeito, não me vejo a fazer outra coisa, a largar isto para receber um ordenado que não estica e de um trabalho que me rouba 8, 9, 10 horas das 11 ou 12 úteis num dia de uma bebé. Tenho a sorte (para mim) de, com alguns ajustes, poder não trabalhar, ou de pelo menos não ter de trabalhar da forma convencional, com ordenado certo ao fim do mês. Mas não consigo prever o futuro, isto é, não consigo ver a médio ou longo prazo. Tudo na minha vida é feito um bocadinho ao sabor do vento e sabe-me bem manter este enigma e poder mudar quando achar que tenho de mudar (apesar de saber que nem sempre controlamos). Daí não conseguir imaginar-me, daqui a uns anos, arrependida. Mas percebo que se possa ficar, em certa parte. Por outro lado, o meu lado mais romântico diz-me que nunca me hei-de arrepender de as ver crescer milímetro a milímetro e de estar lá para lamber cada ferida nesta fase tão importante da vida. Dá-me Vida. E gosto de aproveitar cada minuto porque nunca sei se vou cá estar no seguinte. Nunca pensei que desistiria da minha carreira, sempre tive o cérebro a borbulhar e sempre me meti em muitos projectos, e agora aqui estou eu. Até quando? Não sei, logo se vê. 

Mas não quero ser parva, como a leitora sugeria. Estarei a ser? Arrepender-me-ei? Vou dizer "teria feito diferente?". Mistério. (Mas espero que não, claro). 

Mães que estão em casa, o que pensam disto?




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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Foi muito por isto que mudei a minha vida toda.

Raramente duvido de que fizemos a escolha certa. Falar-vos-ei melhor de como foi deixar o meu trabalho, voltar a casa da mãe, viver longe dos amigos, voltar ao quarto onde sonhei tantas vezes acordada, com 17 anos, com outros sonhos e prioridades. Mas por agora mostro-vos já uma das razões que me leva a acreditar que isto lhe (nos) faz bem: com dois anos, ela sabe de onde vêm as limas, apanhou morangos, viu o que comem as galinhas, cheirou um pimento flor, esfolou os joelhos a fugir do cão dos primos, calçou galochas e chapinhou nas poças de água, escovou os cães e deu-lhes comida à boca... sem contar com o facto de estar mais perto da tia Rosel, da bisavó, dos tios e dos primos e, claro, da avó, que ainda ontem lhe vestiu o pijama da Elsa do Frozen e lhe secou o cabelo. Sem contar, claro, com o facto de ter uma mãe que, apesar de se desdobrar por duas filhas, agora a adormece todas as noites, depois de histórias, longas conversas e abraços sem fim. Sem pressas.
















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e o @aMaeequesabe também ;)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Fiz o mais difícil: desisti.

Não, desistir não é para os fracos. Tenho aprendido isso, todos os dias. É para os fortes. 


Desistir implica desfazermo-nos de algo a que estávamos ligados ou afeiçoados, renunciar a algo que estava lá, que fazia parte dos nossos dias, e que, bem ou mal, fazia parte de nós e do que éramos. Desistir implica levantar a cabeça e ter força para abraçar um recomeço. Implica ter de lidar com olhares de espanto e - alguns - de reprovação. 
Desisti, nos últimos meses, de um trabalho, de uma casa e de uma vida na cidade. De algum conforto monetário. Desisti de uma vida intensa, de malabarismos com as horas, de alguma sofreguidão e agitação, de admiração por conseguir chegar a tanto lado e fazer tanta coisa. Desisti de tentar ser uma Super Mulher, cheia de tudo, mas [afinal] tão incompleta.

E procurei. Procurei, cá dentro e naquilo que importa, o recomeço. E encontro, todos os dias, um bocadinho. Não me encontrei ainda, não totalmente, mas o caminho não está a ser tão sinuoso como previ. Desisti para me encontrar. Para ter tempo. Para mim e para os que (me) importam. Para a que cresce em mim e para a que cresce ao meu lado [e sempre aqui dentro, no peito]. Para me ouvir, para escutar o que o meu coração me diz. Para redefinir o futuro. Com mais inseguranças - materiais - mas com mais confiança naquilo que sou e no que estou a construir. Prefiro demorar mais tempo, mas ter pilares mais fortes.

Não sei onde estarei nem o que farei no próximo ano. Mas sei o que serei. Mãe a dobrar, namorada, filha, mulher. 
Grata. Pela força dos que me rodeiam e pela força que tenho dentro de mim. Que sempre tive. Para desistir, para procurar, para recomeçar, para acreditar.


Assusta. Mete medo. Mas é importante desistir [nunca de nós, da nossa essência, daquilo que nos faz bem. Do resto]. Disse sim à mudança. Aos recomeços, de dentro para fora.


*Imagens WeHeartIt

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Como se adaptou à nova creche?

Foi tudo muito mais fácil e rápido do que eu previa. Do conjunto das mudanças por que passou nos últimos meses, era esta a que mais me assustava. 

Falei-vos de como a Isabel adorava a escolinha dela (esteve lá praticamente 3/4 da sua vida) e de como estava a ser complicado para mim segurar as lágrimas nas despedidas. Sabia também que a passagem para a nova escola deveria ser - em se podendo - gradual, para não ser tão drástica, confusa e dolorosa.

No primeiro dia, foi duas horas, de manhã, e correu tudo bem.
No segundo dia, começou a choramingar assim que saímos de casa, quando lhe disse que ia para a nova escolinha. Chegou lá e não queria ir para a sala de maneira nenhuma, alapando-se a mim. Partiu-me o coração. Mas respirei fundo, disse-lhe que a mãe já viria buscá-la e fui buscá-la depois do almoço, antes da sesta. Pedi que me ligassem a contar como estava a correr e, para meu alívio, parou de chorar nem 5 minutos depois. Voltou a chorar quando viu os meninos a descalçarem-se para a sesta e lhe disseram que ela não precisava (hehe). Cheguei eu e veio a correr, eufórica, para mim.
No terceiro dia, fomos levá-la - pai e mãe - e o David ficou angustiado quando ela ficou a chorar, na sala. Tentei acalmá-lo, dizendo-lhe que ia passar em poucos minutos. Assim foi. De vez em quando, lembrava-se e perguntava por mim, mas tudo controlado. Almoçou, dormiu a sesta e lanchou. Fui buscá-la às 16 horas.
No quarto dia, não chorou e foi toda contente para o pé dos amigos. Já sabia alguns nomes de cor e contou-me tudo o que fez e o que comeu.

E assim foi: a adaptação foi mais rápida e menos dolorosa do que eu esperava. Sinto que adora lá estar, que vem de lá feliz (há dias em que não quer vir embora e gosta muito de me mostrar os cantos à casa), que aprende imensas coisas, que está vivaça, comunicativa, engraçada. Já percebi que adora o Afonso (e cheira-me a paixão, porque também lhe dá com os pés - literalmente, ouvi dizer...) - no outro dia até me veio tentar contar a história da cadeira (teve de ser afastada da cadeira perto dele, depois de um "carinho" daqueles, mas depois pediu desculpa). Tudo normal, portanto. E tudo a correr muito bem nestes quase dois meses. Além disso, tenho a sorte de - tirando praticamente só os dias em que vou a Lisboa trabalhar - a poder deixar mais tarde e de a ir buscar cedo e isso, para mim, está a ser qualidade de vida. Para ela, para mim, para todos.

Conclusão: se vão passar por um caso semelhante de mudança, não sofram por antecipação. Tudo se resolve e, muitas das vezes, com menos complicação do que andámos a imaginar.


sexta-feira, 4 de março de 2016

Estou a tornar-me numa agrobeta? :)

Já cá faltava o clichê da vida do campo. Galochas, gotinhas da chuva nas ervas bem viçosas e o cheiro a terra molhada. Depois da manhã em Lisboa, chegar de comboio e ir buscar a filha à escola, sentindo que ainda temos a tarde toda para explorar o campo, encher a roupa de pêlos de cão (a Isabel não resiste em beijá-los e estrafegá-los) e tomar um banho, as duas, de banheira cheia. E sabem que mais? Adoro estes clichês. Filha e mãe felizes. Oh yeah!

(Estarei a tornar-me numa agrobeta?, pergunta uma amiga. Haha)














Juro que não fui eu que a pus no meio da mata para sacar boas fotos hehe, deixei-a ir e explorar (já posso contar com carraças ou ainda não é tempo delas? Menina da cidade...)